3 Importantes Modelos de Gestão de Projetos e Suas Vantagens

A gerência de projetos possui diferentes visões e modelos sobre como esses projetos devem ser gerenciados. Dentre os inúmeros modelos que podemos citar, iremos nos ater aos três principais que compõe o modelo de gestão, sendo eles:


  • • Modelo de Cascata;

    • Modelo Ágil;

    • Project Thinking (Pensamento de projeto).


Dessa maneira, entendemos que não basta apenas analisar as diversas visões de autores sobre o tema sem se atentar aos diversos modelos de gestão.

Nesse artigo, iremos entender melhor cada um desses três modelos, suas principais características, vantagens e desvantagens. Segundo Pressman (1995) para garantir o sucesso de um projeto, é preciso analisar corretamente alguns parâmetros, sendo eles:


  • • O escopo do produto;

    • Os riscos envolvidos;

    • Recursos necessários;

    • Tarefas realizadas;

    • Acompanhamento de indicadores;

    • Custos aplicados;

    • Sistemática a ser seguida.


Nesse ínterim, podemos afirmar que o gerenciamento de projetos acompanha todas as etapas tradicionais não sendo visto dessa maneira como uma etapa clássica. As etapas tradicionais de um modelo de projeto podem ser definidas com sendo:


  • • Concepção;

    • Análise;

    • Projeto;

    • Desenvolvimento;

    • Testes;

    • Manutenção.


Com efeito, podemos concluir que um projeto é um processo único compreendido por um grupo de atividades coordenadas e controladas com precisão de datas para atingir um objetivo, incluindo algumas limitações, como tempo, custos e recursos.



Modelos de gestão de projetos


Agora que já entendemos brevemente o que é um projeto e como devem ser definidos os seus modelos de gestão, assim como estudados vamos nos aprofundar um pouco mais sobre eles. Desse modo, vamos explanar um pouco mais sobre as vantagens e desvantagens de três modelos de projetos, o Modelo de cascata, o Modelo Ágil e o Project Thinking.    



Modelo de cascata


O modelo de cascata, também conhecido por sequencial linear, foi um dos primeiros modelos desenvolvido na gestão de projetos.

Embora antigo, continua sendo um dos mais utilizados por ser um modelo sequencial de desenvolvimento com fases bem delineadas, sendo elas:


• Análise;

• Projeto;

• Codificação;

• Teste;

• Manutenção.


Dessa maneira, por ser um modelo sequencial, cada vez que se completa uma fase de desenvolvimento, o sistema prossegue para a fase seguinte sem retorno.


Nesse sentido cada fase de desenvolvimento avança em uma ordem estrita sem qualquer sobreposição ou passos iterativos. Podemos, com efeito, afirmar que as vantagens do modelo cascata são que suas fases são bem definidas. O modelo tem o maior foco no planejamento, e a fase sequencial só se inicia após o cliente aceitar os artefatos produzidos na fase anterior. Uma outra vantagem desse modelo é permitir à gerencia do projeto identificar um conjunto fixo de documentos produzidos resultando de cada fase do ciclo de vida.


Todavia, assim como listamos suas vantagens, o modelo também possui suas desvantagens, exigindo que o cliente estabeleça todos os requisitos logo no começo do projeto. Uma outra desvantagem do modelo cascata é que o cliente só conseguirá ver alguma coisa apenas no final do projeto.

O modelo também não é capaz de efetuar uma logística reversa faltando dessa forma noções de prototipação rápida e desenvolvimento incremental.

Para completar suas desvantagens, na fase inicial do projeto alguns membros precisam esperar a conclusão de tarefas dependentes de outros membros para o projeto avançar.



Modelo Ágil


Considerando as desvantagens do modelo em cascata, surgiu nos últimos anos o modelo ágil de desenvolvimento. Basicamente, esse modelo consiste em vários ciclos curtos, geralmente definidos por semanas, de desenvolvimento com uma ampla colaboração por parte de todos os envolvidos no projeto. Nesse sentido, podemos afirmar que cada ciclo representa um mini projeto dentro do projeto como um todo, possuindo, entretanto, todas as fases características de um projeto.


Dessa maneira, o modelo ágil resulta ao final de cada ciclo a implementação de uma determinada parte da funcionalidade requisitada. Com efeito, quando todos os ciclos são completados, chega-se ao final do projeto com toda a funcionalidade disponibilizada completamente para o usuário.


Assim como o modelo em cascata, o modelo ágil também apresenta suas vantagens e desvantagens. Podemos listar entre as vantagens do modelo ágil, a diminuição das expectativas dos clientes pelas entregas, a sua rápida adaptação diante das mudanças e a maior satisfação dos clientes ao final do projeto.


Todavia, nos modelos ágeis a entrega final de um projeto pode ter um prazo maior do que o esperado, dessa maneira, é importante nesse modelo determinar a data do final do projeto apenas ao longo dele. Uma outra desvantagem do modelo ágil é que diversos custos aparecem ao longo do projeto podendo desse modo surgir diversos imprevistos.


Por essa razão, o gestor do projeto dentro desse modelo precisa de uma maior dedicação de tempo no controle dos custos envolvidos, sendo interessante, abordar um orçamento limite nesse modelo.



Project Thinking (Pensamento de projeto)


Embora bastante recente, o Project Thinking já está sendo bastante difundido. Diferente dos dois modelos anteriores que tinham o foco no gerenciamento do projeto e no projeto propriamente dito, esse modelo traz o foco na entrega.


Quebrando um pouco as barreiras anteriores, o Project Thinking ao focar na entrega tem como principal medição a linha do tempo e o cronograma.

Sendo assim, o gerenciamento do projeto é completamente focado na saída, e a sua mensuração é pela precisão com que conseguimos estimar a linha do tempo de antemão e na sequência entregar a saída especificada nessa programação.


Desse modo, o sucesso do modelo é definido pela rapidez com que se absolvem as especificações de algo de ante mão, assim como configurar um cronograma com etapas ao longo do caminho e atingir as datas com precisão. Com o foco voltado para a saída, esse modelo traz como principal vantagem a rapidez e o cumprimento das datas de entregas.


Sendo assim, para cada micro etapa do processo, define-se a saída e vão sendo concluídas até a entrega do projeto final. Porém, entre as suas principais desvantagens está a falta de visão na operação entre si, o que pode levar à algumas falhas se comparado aos modelos anteriores. No entanto, podemos concluir se tratar do modelo mais atual e mais viável que os demais, pois, como o foco na saída, a satisfação do cliente será, sobremaneira melhor atendida.



Conclusão


Concluímos desse modo que existem diversos modelos que podem ser utilizados na gestão de projetos. Todavia, para determinar a escolha sobre qual modelo deverá ser adotado pela empresa, além de analisar as vantagens e desvantagens de cada um é importante levar em conta alguns fatores, tais como:


• Cultura organizacional da empresa;

• Nível de maturidade dos processos;

• Natureza da aplicação e do projeto;


Dessa maneira, baseado nos modelos apresentados nesse artigo, para cada determinado tipo de empresa, podemos concluir que será mais indicado algum desses três modelos de gestão.


Também é válido ressaltar, que existem inúmeros outros modelos de gestão de processos, cabendo ao gerente do departamento definir qual terá a melhor adaptação na cultura organizacional para a qual ele trabalha.